Os prazeres do Olimpo traduzidos pela alta gastronomia
Veja Rio - Comer & Beber - Guia 2009/2010 – 14.10.2009
A gastronomia é capaz de despertar em mim e, claro, em outras pessoas os prazeres mais ocultos. Sabores da culinária contemporânea e oriental me elevam a alma e, quando harmonizados com o vinho certo, são capazes de me abrir as portas do nirvana. Agora, se o requinte dessa combinação ganha um projeto de Oscar Niemeyer, a vista da Baía de Guanabara e a decoração do arquiteto francês Gilles Jacquard a vontade que dá é de nunca mais sair de lá. Assim, o Restaurante Olimpo, na Estação Hidroviária de Charitas, é um daqueles lugares para não mais esquecer.
O cardápio assinado pelo chef Francisco Almeida me deixou na gostosa dúvida de não saber o que escolher. Afinal, me decidi por impecáveis Escargots franceses ao molho de manteiga, e travei um duelo comigo mesma para optar entre o Tagliatelle com Frutos do Mar, Risoto de Cotdeiro, Medalhão de filé ao Brie ou o Tournedos Zeus, filé em corte alto ao molho de vinho tinto. O risoto foi o vencedor, mas os outros me aguardem!
A carta de vinhos é bastante convidativa e simpática, equilibrando o velho e o novo mundos. Espumantes italianos e brasileiros, tintos que vão do Vale do São Francisco à Serra Gaúcha, passando por chilenos, uruguaios e argentinos até chegarem aos espanhóis e franceses. Sem falar nas variedades do Porto. Mais de 250 rótulos à espera da pedida ideal.
Durante o dia, a luz e a vista invadem o lugar, proporcionando uma sensação divina e, à noite, o ambiente iluminado por velas, me fez sentir flutuando no mar, embalada por uma música ao vivo no tom perfeito. Ao Olimpo cai muito bem a definição que Mestre Aurélio dá à palavra que nomeia o restaurante: "... lugar de delícias, céu, paraíso".
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